Thursday, July 31, 2008
Dia internacional do orgasmo
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De mim, por mim, pra mim.
- Não tô bem
- É mesmo? Mas o que houve?
- Não sei. Simplesmente não estou bem. Como se tudo estivesse errado. E eu não consigo mudar isso. Completamente fora do meu controle.
- O quê você sabe... é uma mentira. Aquele papo de "só depende de você".
- Pois é.
-Sempre achei que eu tinha um bom potencial.
- Também sempre achei isso de você. Então, qual era o problema?
- Comodismo talvez. Até ouvir a frase.
- "Incrível. Até quando é para o seu bem, você esquece".
- Disse tudo.
- É só uma questão de auto-estima. Nem importa tanto como as coisas estão de fato. Se você acha que está bem, então está bem.
- E não é que funciona!??!
- Hoje eu li no horóscopo que o mês de agosto será o ápice da transformação que começou no início do ano.
- Você devia parar de ler essas merdas.
- Eu quase não leio horóscopo.
- Faça-nos esse favor.
- Impressionante como é mais fácil quando é com os outros.
- E como é mais fácil depois que você exerga a solução. Dá aquela sensação de "como não vi isso antes?"
- A gente realmente tem uma capacidade enorme de auto-boicote.
- Eu sempre soube o que eu quis. Sempre soube como chegar lá. Só nunca fui.
- Jovens.
- Nunca me vi como uma pessoa determinada, que corre além dos limites para conseguir o que quer.
- O problema é que você passa longe dos limites, né!?
- Café?
- Por favor.
- Com açúcar ou adoçante?
- Faz-me rir.
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"Migalhas dormidas do seu pão
Raspas e restos me interessam
Pequenas poções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam"
Eu amo essa música. Não que ela faça muito sentido nesse momento. Mas é genial!
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E para celebrar esse dia, sem saber, eu assisto:
http://www.youtube.com/watch?v=zMdvFPp_B0Y
Aliás, essa cena é linda. E as anteriores e posteriores também. Mas eu sou um ser estranho, que é capaz de cair aos prantos assistindo a um filme sobre sexo...
Ah, sim, o trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=oBBWqxXK_rM
Tuesday, July 29, 2008
"Você é o sequestrador e o sequestrado"
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Então eu descubro que sou uma pessoa de processos. Eu preciso de tempo para refletir, digerir as transições. E só percebo isso porque a vida está me atropelando. Sim, estou no meio de um atropelo. Quase numa câmera lenta de um movimento rápido, que de fato demora apenas alguns segundos. Eis-me aqui, não percebendo as coisas que acontecem, não refletindo, não sabendo, não escolhendo. Apenas sendo.
E não sei se isso é exatamente ruim. Diferente, eu digo.
Descobri também que as pessoas não são assim. Elas simplesmente vivem sem necessariamente fechar os ciclos. Ô, Ana Moura!
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"Aninha, você deveria ser mais vingativa. É, faz bem. Sacaneie mesmo as pessoas."
Talvez.
Muahahaha
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"Give me reason, but don't give me choice"
"Players only love you when the're playing"
Musical, parte 2.
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http://www.youtube.com/watch?v=QA07De_iOJc
Tá na veia.
Sunday, July 20, 2008
La Valse d'Amélie
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Ainda me reconheço.
A pele começa a brilhar, as bochechas ficam rosadas, o sorriso sem graça incontrolável. Os olhos fecham e a mão vai direto coçá-los. A cabeça abaixa e os movimentos ficam leves. Devem ser os tais hormônios. "Qual era o nome mesmo?" - pergunto só para ouvir você responder de novo, não se engane.
"Ana, acelera esse carro!". Já vi essa cena antes.
O rádio não ajuda..
Já não sinto mais fome. A situação é grave. Comer virou supérfluo.
Acho que é o olhar. Mortal. Não sei se é o contraste do branco com o preto, o brilho no canto ou o círculo se mexendo. Adoro olhos se mexendo.
Acho que é o sorriso. Quem inventou isso?! Os dentes, o formato da boca, a bochecha, a risada discreta. Tudo combinado.
Não, por favor, não entorte a cabeça enquanto fala comigo.
Aliás, não olhe para mim. Tenho problema com pessoas que olham para mim enquanto conversam com outras pessoas. É um ponto fraco, desculpe-me. Talvez eu conserte.
E pare de sorrir. Mania incoveniente.
E ele sabe. Eles sempre sabem. Ou pelo menos é isso que nós achamos.
"Não, ele é tão tímido"
Tímido? Já não caio mais nessa. Sonso, isso sim. Eles vêm com essa gentileza, com esses sorrisos largos, essa simpatia infinita e depois fingem não saber. Cínicos. Deviam formar uma sociedade secreta.
Pronto, mais um nome para me pegar de surpresa nas conversas e me deixar alterada.
"O que é isso, menina?"
Quase convulsões. É incontrolável. Grito, bato as pernas, os músculos se contraem e jatos de adrenalina percorrem o corpo.
Mas e de que importa? Eu nunca entendo no fim das coisas. Devia vir com legenda de pensamentos. Sim, vou reivindicar por isso. Só assim não há confusão.
Invento diálogos na cabeça.
"Covarde você, não?". Ele sai sem graça.
Invento motivos. Crio situações.
Porque eu não sou maluca - essa eu já aprendi há tempos.
Não vou entender, né?!?! Porque é assim que acontece.
Espero que, como das outras vezes, apareça um livro para eu ler, que me conforte. Para ficar na lembrança dos aprendizados literários.
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Hoje eu até releio o post
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Maldita pessoa que comentou e depois deletou. Quem és tu, ó criatura das trevas?!
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O botão de "repeat" ainda quebra um dia.
Friday, July 18, 2008
"The most of freedom and of pleasure"
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Ressaca.
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Preciso tomar sol. Estava eu levando um bolo de 1h, com sono, fome, debaixo de sol, segurando um casaco, quando percebi que eu estava torrando. Mas era bom. O calor na pele. Sol de inverno.
Então lembrei que não vou à praia há tanto tempo. Preciso tomar sol.
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As coisas não podem ser simples?
Eu ando tão simples...
É, impressionante. Não tá rolando. Mesmo. Incrível.
Difícil continuar otimista quando os fatos não ajudam. E olha que eu tento.
Deve ser a lua cheia.
Friday, June 27, 2008
"- Engraçado, você estava ali e ele lá o tempo todo.
Só faltava serem apresentados."
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O cd começou com Evanecensce:
"These wounds won't seem to heal , this pain is just too real, there's just too much that time cannoterase".
Depois entra Legião:
" Dos nossos planos é que tenho mais saudade, quando olhávamos juntos, na mesma direção. Aonde está você agora, além de aqui dentro de mim?"
Por fim, Dido:
"And when we meet, which I'm sure we will, all that was there will be there still. I'll let it pass and hold my tongue and you will think that I've moved on"
De repente uma saudade enorme desse tempo. E os sentimentos voltam discretos só para dar um alô. Porque eu não concordo com Althusser. Os indivíduos sempre se modificam, mas permanecem os mesmos. É causa e consequencia. Sou outra, mas a mesma que sempre fui. E nunca vou deixar de ser. Porque "meu adeus nunca é sereno, nele há reflexos de luta e dor, pois o que foi meu é irrevogável".
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Sim, homens tem algum problema de relação de poder com mulheres. Eles precisam disso. Se não for pau-mandado não fica, descarta e acha até que fez boa jogada. Porque será isso? Porque as pessoas precisam de regras, limitações e punições? O pior é que ainda gostam. E necessitam. Quando você dá a liberdade, a livre escolha... já não é mais tão interessante. Rapidinho já aparece um outro alguém mandando e exigindo posições para guiar o homem pra longe. É incrível!!!
Tá, eu preciso acreditar que isso não é verdade.
Sunday, June 22, 2008
"Por isso não provoque... é cor de rosa-choque"
"Santa, santa, só a minha mãe - e olha lá
É canja, caja. O resto põe na sopa pra temperar"
"Papai me empresta o carro pra poder tirar um sarro com meu bem"
Festival Rita Lee. Sempre maravilhosa.
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Como pode? De tarde eu estou à vontade, me sentindo bem comigo mesma. Conversando com pessoas que me deixam à vontade e até me fazem esquecer. Na verdade, fico até sem graça de reclamar de alguma coisa, que naquele momento não faz mais sentido.
Algumas horas depois, num outro ambiente, o cenário muda. Lá estou eu, mais uma vez, me achando o pior dos sers humanos, quase como um monstro do Lago Ness. As pessoas me olham e me julgam. Eu sei. Estou obviamente deslocada. Chego em casa e ataco os docinhos que minha mãe trouxe.
Como pode?
A noite é perversa. Ainda bem que o dia sempre volta e eu lembro nada disso importa. Por coincidência, na tv falam de beleza. E eu escuto a Maitê Prença falar uma imbecilidade. "Eu queria ser 7 centímetros mais alta. Mas não tem jeito, não tem como. Agora, você quer diminuir o quadril? Simples, pára de comer, ora". Desculpa, Maitê, mas você não poderia ser mais escrota. Claro, muito simples pra quem nunca teve problema de peso.
Mas mais uma vez as coisas mudam e entra uma matéria com artistas plásticas. Elas falam de como se transforma um "erro" no seu diferencial, na vida e na arte. Uma tem um problema no cabelo, por isso usa turbantes. Decidiu investir e brinca com os acessorios, está sempre provando coisas novas. A outra sempre foi gordinha, por isso sempre ousa no cabelo, pra mudar o foco de atenção. A terceira tem o nariz grande e os olhos pequenos, então compra óculos estilizados, que tapam o olho e diminuem o nariz.
E por aí vai. Sim, porque devemos explorar o que temos. O sermos do jeito que cabe melhor por dentro. Se você se sente bem de calça apertada e salto alto, ótimo. Se eu me sinto bem de saia larga e chinelo, ótimo.
E que assim seja.
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Eu não dou minha opinião. Se não me perguntam, eu fico quieta. Talvez eu seja uma péssima amiga. Porque alguém pode estar fazendo "uma burrada", que eu não vou impedir. Quem sou eu pra julgar o quê é uma burrada ou não?! Se a pessoa me perguntar, eu digo. Se não perguntar, eu guardo o que penso pra mim - porque pensar eu penso. É assim que sou. Não me meto. E não gosto que se metam. "Não, eu não quero saber o que você acha, obrigada".
E as pessoas tem entrado muito na vida dos outros. Controlando os mínimos detalhes. O jeito que fala, que anda, que respira. Credo!
Se eu falasse, eu diria "você virou uma pessoa chata". Mas não digo. Porque não cabe a mim.
Esrou aqui se precisar, se quiser colo, conselhos, ajuda, ouvido... mas se não quiser, eu não vou sair dando goela a baixo.
Monday, June 16, 2008
Tem uma louca descontrolada na minha cozinha.
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Vamos fingir que eu não me importo. Porque de fato os sentimentos andam amortecidos ultimamente. Talvez por causa da baixa temperatura do inverno ou das folhas secas das estações passadas. Poucas tem sido as excitações no meu dia-a-dia. Algumas mensagens antigas, lidas sem querer, me dão arrepios inesperados de medo. Fotos de quem nem imagina ser observado por mim me trazem certo sorrisinho no rosto, com um ar de esperança no peito. Nomes jogados de repente nas conversas suscitam uma raiva incontrolável em mim, que só comprovam o (não) desfecho, desagradável que foi, bastard!
Assim, mais um dia dos namorados de solteira se passou. Mas dessa vez sem lamentos. Confesso ainda que esqueci na maior parte do dia que estava sozinha numa data tão convidativa para amassos de baixo do cobertor. E em outros momentos eu até agradecia estar sem galente companhia.
E então, depois de ouvir pela cédima sétima vez a mesma música do A-ha, descubro que tem um sangua correndo de mãos dadas com um calor eterno em mim. E que a vida é só uma questão de tempo. Eu sei, e não minto. Já até ouço aquela vozinha "quer dizer que você pára de se importar com a solidão, por que só assim ela passa?". Saia voz chatinha. Porém não é esse o caso. Eu, por alguma razão que ainda desconheço, parei de me importar. E passei a preferir a solidão.
Por um lado é assustador a perspectiva de ficar sozinha ainda por muito tempo por opção. Terei eu virado uma grande solitária, como os artistas do século XVII?! Mas aí toca pela décima oitava vez o A-ha... E eu decido escrever sobre isso, para outras pessoas (não sei exatamente quais) lerem. Então, não deve ser tão desimportante, não é mesmo?
Assim, eu sigo com o pensamento dos últimos dias: "Ah, não me olha, por favor. Me ignore. Me deixe aqui sozinha, onde só eu converso comigo e não há cobranças excessivas de nenhum dos lados. Pois eu sou minha melhor companhia". Até chegar a vida e embaralhar as cartas de novo.
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Frase para a vida:
Só precisa ser proibido aquilo que é fortemente desejado.
Dá-lhe, Freud!